Redação – Atualidades – Mudanças na Igreja Católica

Queridos alunos,

Conforme comentado em sala de aula, precisamos estar atentos aos acontecimentos tanto a nível nacional quanto internacional. Segue um artigo publicado no site da Folha Dirigida:

Nesta terça, 12 de março, as atenções do planeta estão voltadas para o Vaticano. Teve início o conclave que apontará o nome do substituto do papa Bento XVI, que encerrou seu pontificado no dia 28 de fevereiro. Aos 85 anos, o alemão Joseph Ratzinger deixou o comando da Igreja Católica em meio a uma série de denúncias sobre corrupção e escândalos sexuais dentro da instituição. Os concurseiros – católicos ou não – devem ficar ligados ao noticiário. A renúncia de Bento XVI, bem como o processo de eleição de seu sucessor, podem tornar-se tema de questões de Atualidades em concursos públicos.

“Em Atualidades, todos os acontecimentos são passíveis de serem cobrados. E quando o fato em questão envolve diretamente mais de dois bilhões de pessoas no mundo essa possibilidade cresce em exponencial”, aposta o professor Jefferson Urani, do Gran Cursos. A pedido da FOLHA DIRIGIDA, ele destaca quais pontos devem ser alvo da atenção dos concurseiros. “Primeiro, vale lembrar que é importantíssimo se conhecer as raízes históricas. A Igreja Católica se diz sucessora de Cristo, e que o primeiro papa teria sido São Pedro, um dos 12 apóstolos, nascido em 10 a.C, exercendo seu pontificado entre os anos 30 e 67 d.C. Considerado pelos católicos, juntamente com São Paulo, o fundador da instituição. O cargo lhe foi concedido no século III, pois tal título começou a ser usado depois de sua morte.  Ainda segundo a igreja, Pedro, antes de morrer, escolheu seu sucessor, Lino, o segundo papa. A sua autoridade foi transmitida até chegar a Bento XVI, o 265º herdeiro do principal cargo da Igreja Católica”. Apesar da surpresa que causou em todo o mundo, a renúncia de um papa é prevista no Código de Direito Canônico.

“Mesmo assim, a decisão de Bento XVI de abrir mão do comando da Igreja, após 8 anos da sua eleição, causou espanto porque a situação é incomum, já que o último papa a renunciar foi Gregório XII, em 1416. Antes dele, também renunciaram os papas São Celestino V, em 1294, João XVIII (em 1009), Silvério (em 537), São Ponciano (em 235) e o São Clemente I (em 97)”. Naturalmente, a partir da saída de Ratzinger, o foco dos debates será a escolha do novo papa, num momento que a Igreja Católica passa por um momento crucial, já que o catolicismo vem encolhendo sua participação junto à população nos seus principais redutos: América Latina e Europa. No Brasil, segundo o censo 2010, pela primeira vez a população de católicos encolheu tanto em termos relativos quanto absolutos, e viu os que se declaram ateus e/ou sem religião atingirem o patamar de 8% da população. Mas, mesmo assim, é importante ter em mente que o Brasil continua sendo o país com a maior população de católicos do mundo, seguido do México. Nesse cenário, esperamos que até o fim da quaresma se veja a fumaça branca emergir da Capela Sistina. Vale lembrar que existe a possibilidade de que um dos cincos cardeais brasileiros seja escolhido. Bem como a de que tenhamos um pontífice negro, pela primeira vez”.

O professor lembra que a nota constrangedora fica por conta dos cardeais que representam os Estados Unidos, onde dois são acusados de pedofila e mesmo assim participarão do conclave. Além da renúncia do único cardeal-eleitor do Reino Unido, arcebispo Keith O’Brien, ocorrida na última segunda, dia 25. O’Brien, que continuará sendo chamado de cardeal, negou acusações de que teria se comportado inapropriadamente com os padres ao longo de 30 anos, mas apesar disso anunciou que deixará o comando da arquidiocese de Edimburgo, na Escócia. Ele até poderia participar do conclave, mas optou por ficar de fora do processo de sucessão no comando da Igreja.

Mestre em Administração de Empresas, professor da Universidade Mackenzie e professor tutor da FGV-RJ, Marcos Morita é especialista em estratégias empresariais, colunista, palestrante e consultor de negócios. Na última semana, escreveu o artigo ‘As lições da renúncia de Bento XVI para as organizações’, no qual levanta possibilidades que justifiquem a decisão radical de Ratzinger. E o que ela significa do ponto de vista histórico.

“Num paralelo com uma empresa ou corporação, qualquer executivo ou conselho de administração estaria preocupado com o contexto atual da Igreja Católica: perda de ‘clientes’, queda na participação de mercado, produtos e serviços desgastados, estrutura hierárquica engessada, excesso de burocracia, falta de inovação, feudos, dissidências internas, escândalos políticos e financeiros, apesar da marca e tradição quase inabaláveis. De maneira generalista, este será o cenário que encontrará o próximo papa. Apesar da fumaça branca tão esperada com o fim do conclave, o mandato será caracterizado por trovoadas, nuvens negras e desafios, algo comparável aos mais badalados e bem remunerados executivos, os quais pagam com o próprio cargo quando têm resultados abaixo do esperado. Isto era impensável na Igreja Católica. Hoje não mais, graças a Bento XVI”.

Outro ponto importante, e que certamente poderá ser abordado na disciplina de Atualidades, será a Jornada Mundial da Juventude, cujo lema é “Ide e fazei discípulos de todos os povos”, expressão baseada no evangelho segundo São Mateus. O evento acontecerá no Rio de Janeiro, de 23 a 28 de julho deste ano. No Brasil, e mundo afora, a população católica espera atenta e ansiosa o anúncio do nome do próximo papa. Bem como suas primeiras declarações. E acompanhará, certamente com maior interesse, as discussões do encontro que será realizado na ‘Cidade Maravilhosa’.

O professor do Gran Cursos fala ainda sobre quais fatores deverão pesar quando da escolha do papa. “Os analistas sugerem que, entre as questões importantes em volta da eleição do próximo pontífice, estão a idade – para evitar outro reinado longo, como o de João Paulo II -, a posição dos candidatos quanto ao socialismo e ao capitalismo, num momento que a crise econômica castiga a Europa e principalmente os países que formam os PIIGS – Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha. Também serão fatores determinantes o posicionamento frente a outras religiões ou o ecumenismo, e temas espinhosos como aborto, homossexualismo, celibato clerical, bem como o grau de progressivismo ou conservadorismo da própria Igreja, e suas relações com a comunidade internacional”, explica Urani, que conclui:

“Independentemente da nacionalidade ou do nome que venha a usar, espera-se que o pontífice possa colaborar, na esfera política, para a construção de um mundo melhor, com respeito às diversidades étnicas e religiosas, de pensamento e comportamento, numa maior promoção da paz mundial entre os povos”.

Andreia Vieira

Tutora de Redação do Pré Vestibular Social CECIERJ – Polo Xerém

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